Recomeços (e que comece 2018!)

Nesse ano muita coisa mudou. Entrei em uma fase de preparação para os vestibulares, provas todos os finais de semana, dúvida se o curso que escolhi era realmente o que eu queria (e sim, psicologia é o meu futuro), além de toda a pressão que recebi todos os dias. Além disso, os estudos a cada dia iam me matando de dor de cabeça, mas disso eu não podia fugir. Deixei as leituras para trás, parei de escrever minhas histórias e abandonei o blog por muito tempo. E olha, que saudades eu estava!

Mas se me perguntassem se eu mudaria alguma coisa, acho que a minha resposta seria não. Aprendi muito com a escola, não deixei a pressão das pessoas ao meu redor me derrubar e, acima de tudo, conheci mais da minha personalidade. Cresci muito como pessoa, minhas opiniões a respeito do mundo ficaram mais aguçadas, meu gosto literário mudou e acho que eu encontrei a Ana que estava perdida nos anos anteriores.

Não sei como o ano que vem vai ser, tenho que confessar. Vou me mudar para Curitiba, fazer cursinho (passar na federal é difícil, hein?), vou conhecer pessoas novas, passar por experiências diferentes e aprenderei a me virar sozinha. Se eu disser que não estou com medo, estaria mentindo, só que ao mesmo tempo que tenho receio, sinto a necessidade de que é o certo. Poderia muito bem ficar na minha cidade mais um ano, fazer cursinho por aqui mesmo e só depois, se eu realmente passasse na federal, me mudar. 

Mas aí não seria eu.

Enfim, estou escrevendo tudo isso porque por mais que eu tenha mudado muito nos últimos tempos, uma parte de mim prevalece: esse blog. Eu sempre me senti bem escrevendo sobre livros, conhecendo pessoas novas que divergem ou não do mesmo gosto que o meu e acho que isso tudo me reconforta. Por esse motivo, estou disposta a fazer 2018 diferente para o Our Constellations. Meus gostos mudaram, amadureci e me sinto confortável e disposta para recomeçar com o blog.

Bem, é isso. Que comece 2018!

Certo. Não passei na faculdade que queria, mas já imaginava que isso iria acontecer. Não sei o que senti. Talvez eu tenha ficado um pouco decepcionada no início, entretanto, tive a consciência que ainda sou muito nova. Aliás, quantas pessoas tentam há anos? Inúmeras.

Posso afirmar que a única coisa que senti foi receio de contar para os meus avós. Eles, no fim, disseram que eu sou muito nova e, como minha vó paterna falou, "bola pra frente!". Porém eu sinto que todo o dinheiro investido no ensino particular foi em vão. Não sei, pode ser loucura. Ou não.

Não queria sentir isso. Eu amadureci muito nesses últimos anos e tenho a noção que aprendi muitas coisas, mas acho que é inevitável. Pode ser só medo do futuro, do que as pessoas vão dizer sobre não ter passado ou enfim, todas as coisas que se repetem a cada dias por doze meses.

Eu sei que sou capaz, só é frustrante as vezes pensar o contrário.

É só questão de ser

Chegou um momento em que o equilíbrio perdeu-se dentro de mim. Acho que era ansiedade. O controle que busquei o ano inteiro entrou em conflito no instante em que adentrei na sala para fazer uma prova que decidiria o meu futuro. Ok, é certo dizer que o futuro não depende apenas de algumas questões, mas também é inevitável não falar que a cobrança para ir bem nesse mesmo exame existe.

É estranho. É confuso. É frustrante. Foi desesperador ver os meus "concorrentes" entrarem na sala para fazer a mesma prova que eu. "Concorrentes". Por mais que o colégio insista em dizer que os meus adversários estão estudando sem parar, eu não gosto desse termo. Eles não são meus inimigos. Eles são como eu, pessoas que se preparam para um prova e que diariamente recebe a pressão do "seja melhor que os outros". O que está em jogo é somente um número e isso não deveria definir quem sou.

Porém, atualmente, define.

No meio da prova, tive uma crise. Fiquei ansiosa, queria acabar com aquilo logo e ir embora. Teve um momento em que olhei para o lado e vi meus "concorrentes" concentrados em questões que se eu tivesse estudado mais, conseguiria fazer. Na verdade, eu conseguia resolver, mas fui tomada por uma onda de insegurança e foi como se todos os conteúdos que aprendi o ano todo, tivessem sumidos. Errei tantas coisas fáceis e saí achando o óbvio: não passei e não irei para a faculdade ano que vem.

Eu só queria dormir e esquecer de tudo. Queria chorar, mas guardei o soluço e enfrentei como se eu estivesse bem. "Ano que vem tento de novo". Mas eu não sei como 2018 vai ser. Não sei onde vou estar, com quem, se os planos que estou traçando em 2017 vão se realizar. É tudo tão incerto.

Tem tanta coisa acontecendo que eu só queria pausar um minuto e tirar aqueles segundos para preencher com memórias boas, diferente desse vazio que sinto por nem me reconhecer mais. É só questão de ser.



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